Representantes do Brasil participam ativamente da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), evento realizado entre 17 e 28 de agosto de 2026, em Ulaanbaatar, na Mongólia. O encontro discute caminhos para enfrentar a desertificação, restaurar áreas degradadas, promover o manejo sustentável e fortalecer a resiliência das populações afetadas pela seca.
Brasil apresenta estratégias para o Semiárido
Durante a COP17, autoridades brasileiras destacaram o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB Brasil), documento que orienta políticas para prevenir a desertificação, adaptando-se às mudanças climáticas e promovendo o desenvolvimento sustentável nas áreas vulneráveis. O plano valoriza saberes tradicionais, gestão comunitária dos territórios e a participação ativa das populações do Semiárido brasileiro.
Programa Recaatingar: meta de 10 milhões de hectares recuperados
Outra iniciativa apresentada é o Programa Recaatingar, lançado em junho de 2026, que faz parte da Política Nacional de Combate à Desertificação. O programa tem o objetivo de restaurar pelo menos 10 milhões de hectares de terras degradadas da Caatinga até 2045. Seu foco inclui a recuperação da vegetação nativa, uso sustentável dos recursos naturais e incorpora experiências de comunidades do Semiárido, como as de fundo e fecho de pasto na Bahia.
Educação ambiental e cooperação internacional
A delegação brasileira também enfatizou a educação ambiental como pilar das políticas nacionais para áreas secas, com painéis voltados para protocolos educativos diante de secas, calor extremo e outros eventos climáticos. O Pavilhão Brasil, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a ApexBrasil, realizou atividades de intercâmbio com delegações da América Latina, compartilhando experiências de manejo florestal no Brasil, Equador e Peru.
Negociações e desafios globais
A COP17 é o principal fórum internacional para discutir respostas globais à degradação das terras, reunindo representantes governamentais, setor privado, comunidades científicas, povos indígenas e organizações da sociedade civil. Entre os temas em debate estão o financiamento para restauração, a melhoria da resiliência à seca, saúde do solo e o fortalecimento do vínculo entre ciência e política pública.
As discussões da COP17 reforçam a importância de políticas estruturadas e financiamento internacional para que países vulneráveis, como o Brasil, possam avançar na restauração ambiental e na adaptação às mudanças do clima.
Acompanhe as novidades das negociações ambientais brasileiras em amazonclimate.live.


