O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a criação da Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, conforme a portaria publicada no dia 20 de outubro. Essa iniciativa tem como principal objetivo monitorar riscos climáticos e garantir a continuidade e a segurança do processo eleitoral em face de eventos meteorológicos e hidrológicos extremos.

Função da Sala Nacional de Situação Climática

A nova estrutura, que será coordenada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, terá atribuições que incluem:

  • Acompanhamento diário de previsões meteorológicas;
  • Monitoramento de alertas hidrológicos e desastres naturais;
  • Integração de dados climáticos para mapear zonas críticas;
  • Identificação de seções eleitorais em municípios vulneráveis.

Essas ações são fundamentais para avaliar e mitigar riscos logísticos que possam impactar locais de votação, a integridade das urnas eletrônicas e o transporte de materiais eleitorais. Além disso, a sala irá elaborar boletins técnicos e relatórios de situação que auxiliarão na tomada de decisões do TSE.

Preparativos para as Eleições

Durante o período preparatório para as eleições, a Sala funcionará em regime ordinário no Edifício Sede do TSE, em Brasília. As atividades serão intensificadas nas semanas que antecedem cada turno do pleito e poderão ser acionadas em qualquer momento em caso de alertas críticos.

A atuação da sala será contínua, iniciando 24 horas antes de cada turno de votação e se estendendo durante o processo eleitoral. Isso garante que o TSE esteja preparado para reagir rapidamente a qualquer situação adversa provocada por eventos climáticos.

Colaboração entre Instituições

A Sala Nacional de Situação Climática contará com a participação de membros do TSE e representantes de diversos órgãos externos, incluindo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros. Essa colaboração busca fortalecer a capacidade do TSE de enfrentar desafios climáticos e proteger o processo eleitoral.

Essa medida vem em um momento em que os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais evidentes e impactam diretamente a sociedade brasileira. A criação da sala é um passo importante para integrar a resiliência climática nas políticas eleitorais e garantir que as eleições ocorram de forma segura e normal, independentemente das condições climáticas.

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