A comunidade do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) se reuniu recentemente para discutir a nova agenda de pesquisa da unidade, com foco no Plano Ciência, Ambiente, Saúde na Amazônia (Casa). Este projeto ambicioso visa estabelecer a Fiocruz Amazônia como um centro de referência na pesquisa que interliga saúde, meio ambiente e sociedade, com o objetivo de produzir evidências científicas que respondam aos desafios enfrentados pelas populações da região.
Um Encontro Coletivo para o Futuro da Pesquisa
O encontro, que contou com a presença de trabalhadores, pesquisadores e estudantes, resultou de um processo coletivo que envolveu diversas oficinas. Pesquisadores da Fiocruz Amazônia, assim como visitantes e representantes de várias vice-presidências da instituição, colaboraram na construção desse plano. O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, também participou, destacando a importância da união de esforços para melhorar a pesquisa na região.
De acordo com Stefanie Lopes, diretora da Fiocruz Amazônia, a reunião proporcionou um espaço para reflexão coletiva sobre a ciência que se pretende desenvolver entre 2026 e 2030. "Estamos propondo uma agenda estratégica que não se limita a eixos isolados, mas que busca integrar as diversas expertises e capacidades da Fiocruz Amazônia. Os desafios da região são complexos e exigem soluções igualmente integradas. A proposta do Plano Casa é fortalecer essa atuação conjunta, sempre com rigor científico e inovação", afirmou Lopes.
Diretrizes do Plano Casa
A apresentação do Plano Casa foi feita por Michele Rocha El Kadri, vice-diretora de Pesquisa e Inovação. Ela destacou que o plano é um projeto institucional que visa planejar o futuro da pesquisa na unidade, articulando conhecimentos e competências em cinco áreas fundamentais:
- Sociedade, Cultura e Território
- Política, Planejamento e Gestão
- Vigilância em Saúde
- Biotecnologia e Inovação
- Tecnologias Sociais
Essas áreas não são vistas como independentes, mas sim como campos que devem trabalhar de forma transversal, colaborando na formulação de respostas para os problemas complexos da Amazônia.
Inteligência Territorial e Ações Futuras
O plano também prevê a aplicação de um modelo de inteligência territorial, inicialmente focado na área de influência da Rodovia BR-319. Essa região servirá como um laboratório para integrar dados ambientais, sociais e de saúde, permitindo à equipe identificar riscos e antecipar emergências sanitárias. El Kadri explicou que a BR-319 será um microcosmo para testar esse modelo, com o intuito de prever surtos e outros eventos de saúde antes que se tornem crises.
A proposta é que, posteriormente, esse modelo seja expandido para outras áreas estratégicas da Amazônia, como a Bacia do Tapajós e a região da Tríplice Fronteira no Alto Solimões, o que poderá proporcionar uma resposta mais eficiente e rápida a emergências de saúde na região.
A discussão sobre a agenda de pesquisa da Fiocruz Amazônia ressalta a importância da articulação entre saúde, ambiente e sociedade, um tema crucial para os desafios enfrentados na Amazônia contemporânea. Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em amazonclimate.live.


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