O Brasil figura entre os cinco países mais fortemente afetados pelo fenômeno climático conhecido como Super El Niño, segundo projeções recentes do Climate Impact Lab divulgadas nesta semana. O estudo estima que, no ciclo 2026/27, o país poderá enfrentar um acréscimo significativo nos óbitos relacionados a extremos climáticos, além de sofrer graves consequências em setores como agricultura, abastecimento hídrico e infraestrutura.

Super El Niño: o que é e como afeta o Brasil?

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta. Quando os episódios são intensos, costumam ser chamados de Super El Niño. No Brasil, suas consequências variam conforme a região, mas incluem períodos prolongados de seca na Amazônia e no Norte, excesso de chuvas no Sul e aumento das ondas de calor em diferentes estados.

Dados alarmantes para o ciclo 2026/27

A análise do Climate Impact Lab aponta para um quadro preocupante: o Brasil pode registrar 13,3 mil mortes adicionais atribuídas diretamente a extremos climáticos previstos para o evento Super El Niño de 2026/27. Esta projeção coloca o país ao lado de outros altamente vulneráveis, e reforça a urgência de medidas de adaptação e mitigação.

Além do risco à saúde, o fenômeno ameaça o desempenho da agricultura nacional, que responde por parcela significativa das exportações do país. Seca prolongada, alternada com chuvas intensas localizadas, pode comprometer culturas como soja, milho e café, além de impactar a pecuária e a disponibilidade de água para consumo humano e animal.

Setores em alerta: agricultura e saúde pública

As projeções já mobilizam autoridades e especialistas em clima, que pedem monitoramento contínuo e estratégias de prevenção. "O impacto do Super El Niño se reflete desde o aumento de doenças relacionadas ao calor e à seca até prejuízos econômicos no campo", ressalta o relatório do Climate Impact Lab. O agro brasileiro, setor vital para a economia, será um dos mais vulneráveis, podendo experimentar quebras de safra em algumas regiões.

Proximidade do evento reforça necessidade de preparação

Com a aproximação do ciclo 2026/27, técnicos do governo federal e de estados monitoram indicadores climáticos com maior atenção. A recomendação é que estados e municípios invistam em sistemas de alerta, acesso a água potável e suporte à produção agrícola.

A comunidade internacional também acompanha os desdobramentos do Super El Niño, reconhecendo a necessidade de cooperação para mitigar seus efeitos. No Brasil, especialistas reforçam a importância de investir em ciência, tecnologia e políticas públicas voltadas para adaptação ao clima extremo.

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