Neste sábado, o Parque Nacional da Tijuca, localizado no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, será palco de um evento gratuito que destaca a conexão entre saúde humana e o meio ambiente. A programação, que acontece das 9h às 12h no Centro de Visitantes do Setor Floresta, inclui um painel informativo sobre saúde planetária, seguido por uma experiência prática inspirada no "banho de floresta" — uma técnica japonesa conhecida como shinrin-yoku. Nela, os participantes são convidados a caminhar de maneira desacelerada, com foco na observação consciente dos sons, aromas e texturas presentes na Mata Atlântica.
O objetivo do encontro é apresentar e debater o conceito de saúde planetária, um campo interdisciplinar que investiga como as transformações ambientais impactam o bem-estar coletivo. Essa abordagem ressalta a importância da preservação de ecossistemas naturais para a qualidade de vida da sociedade. Além do painel, a atividade prática convida os participantes a uma imersão sensorial guiada pela ecopsicologia, estratégia que valoriza o contato atento com a natureza.
Por que isso importa
A prática do "banho de floresta", criada no Japão nos anos 1980 e cada vez mais estudada no Brasil, já demonstra benefícios psicológicos, físicos e de redução do estresse. Esses resultados destacam a relevância do evento para promover uma reflexão urgente sobre saúde e sustentabilidade, principalmente em áreas urbanas como o Rio de Janeiro, onde a Mata Atlântica remanescente exerce função vital no equilíbrio ecológico. O contato direto com ambientes naturais potencializa o bem-estar e fortalece a defesa pela conservação de parques nacionais, alinhando cuidado individual e coletivo.
Realização e inscrições
O encontro será conduzido por Beatriz Novaes, embaixadora da Rede Saúde Planetária Brasil e guia certificada de banho de floresta. Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a iniciativa faz parte do Programa Brasileiro de Embaixadores de Saúde Planetária, que nasceu no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) a partir de uma mobilização internacional. As vagas são limitadas e abertas a todas as idades — interessados devem solicitar o formulário de inscrição via mensagem direta no Instagram, pelo perfil @saudenafloresta.
O que vem a seguir
A crescente adesão a práticas integrativas em unidades de conservação sugere uma nova tendência para o lazer, saúde e educação ambiental nas grandes cidades. Iniciativas como o banho de floresta no Parque Nacional da Tijuca ampliam o diálogo sobre saúde planetária e inspiram a replicação de atividades similares em outros espaços verdes do país. O engajamento da sociedade nesses eventos poderá impulsionar maior valorização e políticas de proteção à biodiversidade urbana.
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