variação de temperatura: A cidade de São Paulo está prestes a enfrentar uma "gangorra térmica", com oscilações bruscas de temperatura nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê máxima de 31°C nesta segunda-feira (21), seguida de uma queda acentuada já na quarta-feira (23), quando a máxima deve ser de apenas 14°C e a mínima de 11°C. O fenômeno, segundo especialistas, aumenta os riscos de problemas respiratórios para a população, principalmente pessoas com histórico de asma e bronquite..

A cidade de São Paulo está prestes a enfrentar uma "gangorra térmica", com oscilações bruscas de temperatura nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê máxima de 31°C nesta segunda-feira (21), seguida de uma queda acentuada já na quarta-feira (23), quando a máxima deve ser de apenas 14°C e a mínima de 11°C. O fenômeno, segundo especialistas, aumenta os riscos de problemas respiratórios para a população, principalmente pessoas com histórico de asma e bronquite.

Por que isso importa

O pneumologista Elie Fiss, dos laboratórios Delboni e Alta (Dasa), alerta que a rápida transição entre calor intenso e frio provoca sensibilidade nas vias aéreas, favorecendo a produção excessiva de muco e dificultando a eliminação de secreções pelos cílios respiratórios. "Essas mudanças aumentam a incidência de crises asmáticas, bronquite e até infecções como sinusite, sobretudo em pessoas mais vulneráveis", destaca o especialista. Além disso, os brônquios — canais que transportam o ar até os pulmões — tendem a reagir à instabilidade térmica com irritação, levando à tosse e chiado, sintomas frequentes dessas doenças.

A atenção deve ser ainda maior para idosos, crianças e pessoas imunossuprimidas, que possuem maior risco de complicações. O frio repentino também pode agravar quadros de gripes e resfriados que, em meio à circulação de vírus respiratórios, aumentam a pressão sobre o sistema de saúde pública.

Como se proteger durante as variações de temperatura

Entre as principais recomendações médicas estão a hidratação constante, que ajuda na fluidez das secreções e facilita sua eliminação, e o cuidado redobrado com a higiene das mãos. "O simples ato de lavar as mãos reduz a transmissão de microrganismos causadores de infecções", orienta Fiss. Manter a vacinação em dia — especialmente contra gripe — é medida essencial, assim como não abandonar o uso de medicamentos de controle para quem já possui diagnóstico prévio de doenças respiratórias.

Outro ponto importante é a escolha adequada das roupas. Em dias com forte variação térmica, vestir-se em camadas permite ajustar-se rapidamente à mudança de temperatura, evitando exposição desnecessária ao frio ou calor. Manter ambientes ventilados, com janelas e portas abertas sempre que possível, reduz o acúmulo de agentes infecciosos — especialmente em locais fechados e de grande circulação.

O que vem a seguir

Diante do cenário de variações climáticas cada vez mais frequentes, autoridades da saúde recomendam atenção permanente aos boletins meteorológicos e reforço nos hábitos preventivos. São Paulo deve registrar novas oscilações de temperatura ao longo do outono e inverno, o que reforça a necessidade de monitoramento constante da saúde respiratória.

A tendência, de acordo com especialistas, é que eventos extremos de calor e frio se tornem mais comuns nas grandes cidades brasileiras devido às mudanças climáticas. Por isso, manter a rotina de cuidados e buscar orientação médica diante de sintomas persistentes são fundamentais. Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em amazonclimate.live