O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, o nível mais alto da sua escala, para uma onda de calor que deve afetar o Centro-Sul do Brasil. O aviso, que começou no sábado (26) e se estenderá até às 18h da próxima quarta-feira (30), envolve áreas de pelo menos oito estados: Norte de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Sul do Rio de Janeiro, Sul de Minas Gerais, Centro-sul de Mato Grosso, Extremo sul de Goiás e Mato Grosso do Sul.

As previsões indicam que as temperaturas nessas regiões podem ultrapassar os 40 °C, tornando-se um fenômeno preocupante, especialmente considerando que esta é a primeira onda de calor esperada para a primavera, que começou recentemente, em 22 de setembro. Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, a expectativa é de que essa primavera traga temperaturas acima da média, acentuadas pela possível influência de um El Niño forte, que pode resultar em ondas de calor mais frequentes e chuvas irregulares.

Por que isso importa

Esse alerta é uma importante sinalização para a população e autoridades, pois temperaturas extremas podem ter consequências severas para a saúde pública, como aumento de casos de desidratação e outras doenças relacionadas ao calor. Além disso, o fenômeno pode impactar a agricultura, afetando a produção de alimentos e o abastecimento hídrico em diversas regiões. A previsão de dias consecutivos com calor excessivo exige que a população tome precauções, como evitar atividades físicas ao ar livre durante as horas mais quentes do dia e manter-se hidratada.

As áreas que devem registrar as temperaturas mais elevadas incluem o norte de Minas Gerais, norte de Goiás, Mato Grosso, interior do Nordeste, Tocantins, Pará, leste do Amazonas e Roraima. Nessas localidades, a combinação de calor intenso e a possível irregularidade nas chuvas geram preocupações sobre secas prolongadas e seus efeitos adversos na produção agrícola.

O que vem a seguir

A expectativa é que as ondas de calor se tornem mais comuns ao longo da primavera e do verão deste ano, especialmente em regiões já vulneráveis a condições climáticas extremas. O Inmet e outras instituições meteorológicas continuarão monitorando a situação e emitindo alertas conforme necessário. A população deve seguir as recomendações das autoridades para minimizar os impactos do calor extremo.

Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em amazonclimate.live.