Incêndios em Niterói causam destruição em áreas de preservação
Nos últimos dias, Niterói enfrentou uma crise ambiental com dois incêndios que atingiram áreas de preservação. O primeiro ocorreu na Ilha Pai, localizada na Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, durante um vendaval no dia 29 do mês passado. Em um intervalo de uma semana, outro incêndio foi registrado no Costão de Itacoatiara, que faz parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma das mais importantes unidades de conservação da Mata Atlântica.
Danos na Ilha Pai
Uma vistoria técnica realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) revelou que mais de 70% da vegetação da Ilha Pai foi consumida pelas chamas. As condições de vento e mar no dia do incêndio dificultaram o acesso das equipes de combate a incêndios, uma vez que a ilha possui acesso restrito, tornando a atuação segura quase impossível.
O ativista ambiental e professor de surfe, Paulo Oberlander, registrou a devastação e descreveu a cena como “desoladora”, mencionando que ainda havia fumaça nas áreas afetadas. O Inea planeja realizar uma nova visita técnica para avaliar os danos e decidir sobre as medidas necessárias para a recuperação da área.
Ação do Inea e medidas de recuperação
O Inea anunciou que a recuperação do ecossistema será pautada por avaliações técnicas e alertou que intervenções não autorizadas, como o plantio de mudas, poderiam prejudicar a regeneração natural da vegetação. Além disso, foram solicitados recursos do Corpo de Bombeiros para monitorar a região, enquanto o órgão também planeja reforçar ações de fiscalização e educação ambiental com pescadores.
O incêndio no Costão de Itacoatiara
Enquanto os impactos na Ilha Pai ainda eram avaliados, um novo incêndio foi reportado no Costão de Itacoatiara na noite da última quinta-feira. Este incêndio foi causado pela queda de um balão, conforme informações preliminares. O Corpo de Bombeiros, em conjunto com o Inea, mobilizou equipes e uma aeronave para apagar as chamas e investigar a extensão dos danos.
O biólogo Bruno Meurer alertou que as condições climáticas, marcadas por um período de baixa umidade e estiagem, favorecem a propagação de incêndios.
Necessidade de conscientização
Meurer enfatizou a importância de educar a população sobre os riscos de incêndios, destacando que até mesmo um caco de vidro sob a luz do sol pode iniciar um fogo. A Defesa Civil deve atuar não só na prevenção a ventanias, mas também contra queimadas, que representam uma ameaça significativa à biodiversidade e segurança da população.
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