A 17ª edição da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17) será marcada por debates centrais para o futuro de áreas secas do planeta, incluindo o Brasil. O evento ocorre entre 17 e 28 de agosto de 2026, em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, reunindo representantes globais para discutir soluções concretas contra a degradação de solos.

COP17 prioriza resiliência de pastagens e populações rurais

Neste ciclo, os debates da COP17 da UNCCD coincidem com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, dando visibilidade a biomas e modos de vida historicamente negligenciados, porém essenciais: pastagens naturais recobrem mais de metade da superfície terrestre e sustentam cerca de 500 milhões de pessoas.

O tema central – "Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança." – busca impulsionar políticas que revertam a degradação de até 40% das áreas terrestres globais, conforme estimativas internacionais.

Participação brasileira: ênfase na Caatinga e na cooperação internacional

O Brasil terá papel de destaque no evento por meio do Pavilhão Brasil, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O espaço será dedicado ao intercâmbio de práticas bem-sucedidas de combate à desertificação, além de promover cooperação técnica para reverter processos erosivos e assegurar segurança hídrica.

A delegação nacional atua sob coordenação conjunta do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Ministério das Relações Exteriores, com especial atenção ao bioma Caatinga – o mais impactado pela desertificação no Brasil. Proteger e restaurar a Caatinga, além de garantir a segurança alimentar e hídrica das regiões semiáridas e subúmidas brasileiras, é considerado estratégico frente às metas internacionais e aos desafios climáticos do país.

Objetivos da Conferência e expectativas para a agenda global

Além da troca de experiências, as rodadas de negociação da COP17 buscam acordos sobre políticas emergenciais para conter o avanço da desertificação em diversas regiões do mundo. O Brasil defende a integração entre recuperação de áreas degradadas, combate à escassez de água e resiliência de populações vulneráveis – especialmente no semiárido.

As discussões também deverão atualizar estratégias de financiamento internacional e fortalecer laços entre países comprometidos com a preservação dos solos e adaptação às mudanças do clima.

Próximos passos e importância para o Brasil

A expectativa é que a COP17 contribua para impulsionar ações concretas de restauração e oferecer novas parcerias para o desenvolvimento sustentável das áreas secas, incluindo a Caatinga. Monitorar os resultados da conferência e fortalecer políticas públicas nacionais são agendas centrais ao Brasil até 2026.

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