A coordenação das políticas públicas contra a mudança do clima no Brasil tem ganhado força com o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). Destinado a consolidar a governança federal sobre o tema, o CIM amplia a articulação entre ministérios, órgãos técnicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para desenvolver ações robustas de mitigação e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
Estrutura do CIM fortalece ações integradas
O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) atua como principal órgão estratégico do governo federal na pauta climática. O comitê é composto por 23 ministérios que, em conjunto, deliberam sobre políticas, programas e ações necessárias para combater os efeitos das mudanças climáticas no território nacional.
O CIM está organizado em diferentes níveis:
- Político: com participação direta dos ministros, definições de diretrizes e políticas climáticas;
- Executivo: o Subcomitê-Executivo (SUBEX) prepara os temas para decisões ministeriais;
- Técnico-executivo: três subcomitês atuam na implementação, monitoramento e avaliação do Plano Clima, centrados em mitigação, adaptação e avaliação institucional;
- Consultivo: composto por câmaras de participação social, científica e de articulação interfederativa, reunindo representantes acadêmicos, da sociedade civil e entes subnacionais;
- Técnico: grupos como o GT-PNMC elaboram subsídios específicos para o planejamento climático.
Instrumentos e diretrizes para mitigação e adaptação
O principal instrumento legal que norteia as ações do CIM é a Política Nacional sobre Mudança do Clima, fortalecida pelo Plano Clima. Este plano orienta iniciativas de redução das emissões de gases de efeito estufa e promove estratégias para adaptação da sociedade brasileira a eventos extremos como secas, enchentes e ondas de calor.
A atuação articulada entre diferentes setores é essencial para garantir o cumprimento das metas assumidas internacionalmente pelo Brasil, especialmente na busca pelo desenvolvimento sustentável e na proteção de ecossistemas, como florestas e biomas brasileiros.
Comunicação em tempos de defeso eleitoral
Durante o período de defeso eleitoral — entre 4 de julho e 25 de outubro — o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima segue regras restritivas para divulgação de informações, obedecendo à legislação eleitoral. Apenas conteúdos de grave e urgente necessidade pública, reconhecidos pela Justiça Eleitoral, ou informações de serviço, podem ser veiculados nesse período. O acesso a conteúdos restritos pode ser solicitado via Ouvidoria, pela plataforma Fala.BR, sem prejuízo dos prazos legais de resposta.
Panorama e desafios para a política climática brasileira
A existência do CIM como instância coordenadora reforça a importância da governança climática nacional. A integração de diferentes setores do governo e da sociedade, por meio de mecanismos participativos e técnicos, representa um avanço diante dos desafios trazidos pela crise climática global. Resta ao Brasil seguir aprimorando sua capacidade de resposta, monitorando políticas e ampliando sua atuação internacional.
Fique por dentro das principais atualizações sobre política ambiental no Brasil em amazonclimate.live
